O cão pode apresentar sinais clínicos que lembram muito o resfriado humano, com tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza. Damos o nome a esse quadro de "tosse dos canis". Essa doença pode aparecer em qualquer época do ano, porém há uma maior predisposição nos meses frios. A tosse dos canis pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais.
Os animais sadios, após o contato com cães doentes, podem desenvolver os sintomas num período de 3 a 10 dias. As infecções por vírus normalmente são mais brandas, e não requerem tratamento específico. Porém, quando mais de um agente está envolvido, principalmente a Bordetella, o quadro se torna mais grave, e é necessário tratar o animal para que não se desenvolva pneumonia. A prevenção da doença se faz através da vacinação.
Outros fatores podem causar tosse nos cães, como friagem, odores fortes (produtos de limpeza, solventes, tintas...) e alergias a ácaros ou pólen. Animais nessas condições estarão mais sensíveis e, portanto, predispostos a serem contaminados por um vírus ou bactéria, o que irá agravar o quadro respiratório.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 5 de julho de 2012
5 anos.....Ajudando e protegendo seu melhor amigo!!!
Bom dia, no próximo dia 27 de Julho estaremos completando 5 anos; é você quem ganha nesta data teremos varias promoções, brindes. Venha e participe desta festa com a gente!!
Será na Clina Veterinária - LAMBE & LATE - Rua Adinir Irineu de Gaspari, 2361 - Santa Eulália - Limeira/SP. das 9:00 as 11:00. Venha compartilhar esta alegria com a gente!!
Será na Clina Veterinária - LAMBE & LATE - Rua Adinir Irineu de Gaspari, 2361 - Santa Eulália - Limeira/SP. das 9:00 as 11:00. Venha compartilhar esta alegria com a gente!!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Picada de CObra em Cães e Gatos!!
Os cães são picados na região do focinho e pescoço, na maioria dos casos. É bom lembrar que a cobra não ataca um animal gratuitamente, mas apenas quando é molestada. Como os cachorros são animais curiosos e gostam de farejar e caçar tudo que encontram, certamente a cobra é a menos culpada pelo acidente.
É importante ter em mente que podemos evitar as cobras se entendermos os hábitos desses animais. As cobras entram nas propriedades em busca de alimento, que pode ser ovos de patos ou galinhas, pintinhos e pequenos roedores. Se deixarmos lixo em nossa propriedade, ele atrairá os ratos e, portanto, as cobras.
Há inimigos naturais das serpentes como os gansos e seriemas. As seriemas são aves silvestres e não podem ser criadas em cativeiros. Se os cães da casa 'souberem' conviver com os gansos, essa pode ser uma boa opção para manter as cobras à distância, além da limpeza constante da propriedade e imediações.
De qualquer maneira, se o cão frequenta locais de risco, é bastante prudente o veterinário manter o soro antiofídico estocado, para o caso de acidentes. Esse não é um produto que possa ser encontrado rotineiramente nas clínicas veterinárias. Numa emergência, poderá salvar a vida do cão.
Independente do tipo de cobra que picou o animal, o atendimento de emergência é o mesmo. Mantenha o animal calmo e não deixe que ele se movimente muito. Encaminhe o cão ao veterinário para que ele receba o soro específico, que é o único método eficaz de combater o envenenamento.
Você pode colocar um saco plástico com gelo sobre o local da picada, na tentativa de conter o inchaço, até chegar ao veterinário. Isso nem sempre é possível devido à dor na região. Se o animal entrar em choque, mantenha-o aquecido.
SE POSSIVEL LEVE A COBRA OU FOTO DA MESMA AO VETERINÀRIO!!!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Intuscepção ou Invaginação

Intussuscepção ou intuscepção (do latim intus , Dentro + sus-cipio, Captar , de sub + capio , Tomar) refere-se a entrada de um segmento de um órgão oco em outra parte do mesmo órgão e é um termo português do Brasil. Em Portugal diz-se invaginação.
Em cães uma obstrução intestinal pode ser uma das causas mais comuns em que o animal necessite de uma intervenção cirúrgica. Quanto mais proximal e completa for a obstrução, mais agudos e intensos serão os sinais e maior será a probabilidade de desidratação, desequilíbrio eletrolítico e choque. A intussuscepção talvez seja a causa mais comum de obstrução intestinal. Pode acometer estômago e esôfago gastroesofágica), intestino delgado (enteroentérica), intestino grosso (colocólica) ou ambos (ileocólica). Entretanto, é observada freqüentemente no jejuno, íleo ou na região ileocólica, sendo os cães jovens os mais afetados. Muitas intussuscepções são idiopáticas, porém, em cães jovens, a hipermotilidade secundária a enterites virais, bacterianas ou parasitárias pode ser o fator predisponente. Os sinais clínicos são geralmente anorexia, depressão, desidratação, vômito, dor abdominal e diarréia. O diagnóstico é realizado com base nos sinais clínicos, no exame físico (palpação abdominal), exames complementares e radiografias contrastadas. O tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico; e está sujeito a recidivas. O pósoperatório é delicado e requer cuidados especiais de manejo, como fluidoterapia intensiva e retorno gradativo à alimentação.
AVC em cães!!

AVC em Cães são classificados em 2 tipos:
O AVC isquemico, seria devido a uma interrupção na passagem do sangue em determinada área do cérebro.
No AVC hemorrágico occorre rompimento de algum (ns) vaso (s) cerebrais; então, alem de termos interrupção da circulação na área que era irrigada por esses vasos, teremos tambem presença de sangue no cérebro.
Eles tem causas diferentes, então, com determinados exames, podemos tentar imaginar qual deles aconteceu. Por exemplo....se tivermos um aumento de colesterol poderemos suspeitar de uma isquemia, onde o colesterol formaria placas nos vasos, impedindo a
correta cirluação; e se tivessemos alguma substancia organica que causasse uma fragilidade capilar poderemos suspeitar de derrame. Isso explicando a grosso modo :)
Mas nem sempre isso é possível. O ideal mesmo seria uma tomografia. Dependendo de onde more até podemos conseguir isso.
domingo, 14 de agosto de 2011
Pólipos Inflamatórios
Pólipos são excrescências que surgem da membrana mucosa. O pólipo fibroepitelial de vagina é uma lesão rara em cadelas. Áreas multifocais de proliferação de tecido fibroso desenvolvem na vagina da cadela em conseqüência de repetidos episódios de edema. Essas lesões fibróticas focais gradualmente estendem dentro do lúmen vaginal e se torna pedunculado, formando pólipos fibrosos. A maioria das lesões são no assoalho da vagina cranial ao orifício uretral. Os pólipos grandes estendem entre o lábio vulvar e tornam-se ulcerados.
Sialocele Submandibular
A sialocele é o distúrbio das glândulas salivares no qual ocorre um acúmulo de saliva no tecido subcutâneo, causado pela obstrução ou ruptura do ducto salivar e conseqüente extravasamento de saliva. É a sialoadenopatia mais comum nos cães e acomete mais freqüentemente as glândulas submandibular e sublingual. Sua ocorrência na parede faringeana pode gerar complicações sérias. A etiologia da sialocele está relacionada ao bloqueio traumático ou inflamatório ou à ruptura dos ductos salivares. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de sialocele em um cão, abordando seus aspectos clínicos e cirúrgicos. Foi atendido um canino, macho, raça Poodle, quatro anos de idade. À anamnese o proprietário relatou que, há três meses, o animal desenvolveu um aumento de volume na região cervical e apresentava dificuldade para se alimentar, já passou pela cirurgia faz 4 meses. Não houve histórico de briga ou trauma, porém o animal convivia com outro cão. Durante o exame clínico, foi realizada a palpação do tumor, que apresentava consistência flutuante, ausência de dor e de hipertermia local. Em geral, a lesão causa uma resposta inflamatória, mas o proprietário só percebe a sua ocorrência quando há o surgimento do tumor, fase em que não ocorre mais a inflamação. Verificou-se a normalidade dos parâmetros vitais, mucosas e hidratação. Procedeu-se a punção do tumor e o material aspirado era de aspecto viscoso e translúcido, compatível com secreção salivar. O diagnóstico clínico foi de sialocele cervical. O tratamento recomendado é a retirada total da glândula afetada. Neste caso, embora tenha sido realizada sialoadenectomia parcial, não foi observada recidiva em quinze dias após a cirurgia.
domingo, 15 de maio de 2011
Cães e gatos precisam de mais cuidados no inverno!

Os animais domésticos também ficam mais gripados no inverno e, por isso, os donos devem ficar atentos aos sintomas das doenças respiratórias, que podem evoluir para uma pneumonia e matar.
Sintomas
Tosse, espirros, secreção nasal e ocular que varia de serosa (aquosa) a mucopurulenta (espessa, amarelada), olhos avermelhados, diminuição do apetite, febre e prostração.
Prevenção
- Deixar os animais, principalmente os cães de grande porte, em locais protegidos nos dias mais frios, especialmente durante a noite;
- Vacinação com acompanhamento profissional, para que o veterinário avalie a necessidade das vacinas e o intervalo entre as aplicações;
- Utensílios como comedouros e bebedouros devem ser individuais;
- Lavar as mãos após o trato de cada animal;
- Banhos apenas quando necessário (nos horários mais quentes do dia, com água morna e secagem com secador);
- Em canis e gatis, animais com secreções oculares, nasais e espirros devem ser isolados dos sadios e tratados até sua completa recuperação.
NUNCA AUTOMEDIQUE SEU ANIMAL. PROCURE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO!
terça-feira, 29 de março de 2011
Você sabe como agir diante de uma fratura em seu cão?

As fraturas em cachorros costumam atingir principalmente as pernas. Você sabe prestar os primeiros socorros ao seu cão?! Veja abaixo:
1. A fratura provoca muitas dores nos cães, por isso, antes de transportá-lo para um veterinário, ou para qualquer outro lugar, prepare uma tala para imobilizar a perna fraturada.
2. Um pau ou um jornal enrolado podem muito bem fazer as vezes de uma tala. Certifique-se de o objeto escolhido tenha um comprimento maior do que a perna a ser imobilizada.
3. Amarre a tala à perna, com a ajuda de uma gaze. Não tente colocar o membro fraturado no lugar, já que o animal sente muitas dores, e somente um médico veterinário pode realizar a tarefa da melhor maneira para que o cão não sofra tanto. Obs: em casos de cães bravos, antes de colocar a tala, coloque uma focinheira no animal.
4. Agora seu cão já está preparado para ser transportado a clinica Lambe e Late (19-3039-6629)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Parvovirose Canina

É virose das mais conhecidas e das mais contagiosas entre os cães domésticos. Ataca mais os cães jovens que os adultos, talvez pelo fato destes últimos serem mais resistentes pela imunidade naturalmente adquirida. Apresenta alta mortalidade, principalmente entre cães jovens, principalmente àqueles de raças puras ou animais mais fracos ou debilitados por verminoses ou outras moléstias, inclusive carenciais.
A doença é causada por um vírus de tamanho extremamente pequeno, classificado entre outros que atacam ratos, porcos, gado bovino e o homem, além de outros animais; No homem, a Parvovirose aparentemente combina com outros adenovirus, causando infecções do trato respiratório superior e dos olhos, nestes últimos causando uma conjuntivite. Devido tal circunstância, pode a doença ser classificada como Zoonose, por ser comum ao homem e ao cão.
No cão, a doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo, de início provocando elevação térmica que pode atingir altos índices (41 graus Celsius), exceto em animais adultos mais velhos nos quais ocorre hipotermia. Nessa fase chama a atenção o fato do animal se tornar sonolento e sem apetite, quando ocorrem também vômitos incoercíveis; Alguns animais apresentam também tosse nessa fase, além de inchaço dos olhos ou inflamação da córnea (conjuntivite). O mal começa repentinamente, e sem tratamento o animal vem a sucumbir à infecção em poucos dias.
IMUNIZAÇÃO - Deve a Vacina contra a Parvovirose ser aplicada preferentemente nas fêmeas antes do cio e subsequente gestação, mesmo que tenham sido anteriormente imunizadas, pois recebendo uma nova dose da vacina, terão sua imunidade aumentada durante a gestação, e a oportunidade de através da circulação inter-placentaria conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva. Posteriormente ao parto, então já na fase de aleitamento de suas crias, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será através do leite (principalmente o primeiro leite, chamado de colostro), transmitida aos filhotes recém nascidos pelos anticorpos contidos nesse primeiro leite, prevenindo então os filhotes contra a doença, até que venham os mesmos atingir idade em que já possam também serem, com eficiência, imunizados com a mesma vacina. A primeira dose é recomendada ser aplicado nos filhotes, quinze dias após o desmame, ou seja, por volta de 45-60 dias de vida. Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também virem a contrair a doença.
Raiva Canina

É uma doença infecciosa aguda que acomete mamíferos (homens e animais), causada por um vírus que se multiplica e se propaga - via nervos periféricos - até o sistema nervoso central, de onde passa para as glândulas salivares, nas quais também se multiplica.
O prognóstico é fatal em todos os casos e representa um sério problema de saúde pública.
A doença expõe grande número de pessoas e animais ao risco de contaminação e os custos necessários para o seu controle ou erradicação são elevados.
A forma mais comum de transmissão é através de contato com saliva de animal raivoso, seja por mordeduras ou lambeduras de mucosa ou de pele com solução de continuidade. As arranhaduras também têm potencial de contaminação, devido à salivação intensa dos animais doentes, que muitas vezes contaminam suas patas. O contato indireto não é considerado veículo de transmissão, mas há pouca discussão a este respeito na literatura. Outras formas de contágio, embora raras, são: transplante de córnea, via inalatória, via transplacentária e aleitamento materno. Teoricamente, é possível a transmissão de raiva por contato íntimo intradomiciliar ou em unidades de saúde através de secreções infectantes. Entretanto, não há casos registrados com essa epidemiologia.
A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus rábico. Em áreas urbanas, é principalmente o cão (quase 85% dos casos), seguido do gato. Em áreas rurais, além de cães e gatos, morcegos, macacos e mamíferos domésticos como: bovinos, eqüinos, suínos, caprinos, ovinos. Os animais silvestres são os reservatórios naturais para animais domésticos.
Como o cão é a principal fonte de infecção para o homem, é importante conhecer os principais sintomas da raiva canina.
O cão, depois de ser mordido por um animal raivoso, desenvolve a doença num período de 21 dias a 2 meses, em média. Existem 2 formas de raiva canina: a furiosa e a paralítica, dependendo da predominância de uns ou de outros sintomas.
A forma furiosa caracteriza-se por inquietação, tendência ao ataque, anorexia pela dificuldade de deglutição e latido bitonal, posteriormente paralisia, coma e morte.
Na forma paralítica, ao contrário da furiosa, não há inquietação ou tendência ao ataque, o cão tende a se isolar e se esconder em locais escuros. Apresenta paralisia de patas traseiras, que progride e o leva à morte. A duração da doença é de 3 a 7 dias.
O diagnóstico da raiva é feito através do quadro clínico sugestivo e da história clínica do paciente com antecedente de mordedura ou outros tipos de exposição. No diagnóstico da raiva humana, existem várias técnicas laboratoriais para identificação de antígenos ou anticorpos específicos da doença, tais como: reação de imunofluorescência direta, imunofluorescência indireta, soroneutralização e prova biológica. Os materiais a serem examinados incluem: sangue, saliva, bulbo piloso, esfregaço da córnea e tecido nervoso, sendo que este último é retirado do material da necrópsia.
A profilaxia consiste na aplicação de uma série de doses de vacina anti-rábica por via intramuscular, na região do deltóide, durante o período de incubação da moléstia. A administração de soro anti-rábico está indicada nos casos com forte suspeita de contaminação com o vírus rábico. Esses tratamentos devem ser feitos de acordo com a orientação médica.
A vacina anti-rábica utilizada atualmente no Brasil é do tipo Fuenzalida & Palácios. Ela é preparada através do tecido nervoso de camundongos lactentes infectados com vírus rábico, o produto é inativado por radiação ultravioleta ou betapropriolactona. A vacina deve ser mantida em refrigerador de 4 a 8°C.
Durante o tratamento podem ocorrer reações às vacinas anti-rábicas e elas podem ser locais, gerais ou neurológicas. As reações locais manifestam-se por dor, prurido e eritema no local da aplicação, com ou sem aumento de gânglios linfáticos locais. As reações sistêmicas são dores musculares ou articulares, dor de cabeça, febre, insônia e palpitação. Em casos mais graves: urticária e choque anafilático. As reações neurológicas são raras, estão relacionadas ao número de doses aplicadas e podem ser classificadas em 4 tipos: encefalomielite, mielite, neurite e paralisia ascendente.
Outro tipo de vacina é o de cultivo celular. O vírus rábico foi adaptado para ser cultivado em células diplóides humanas, células de rim de hamster e rim de macaco. Esta vacina apresenta alto poder imunogênico, eficácia elevada e baixo índice de efeitos adversos, mas tem, como inconveniente, o alto preço.
O soro anti-rábico é obtido de equídeos hiperimunizados com vírus rábico inativado. A aplicação se dá em dose única, por via intramuscular, em locais diferentes da aplicação da vacina e parte da dose deve ser infiltrada ao redor do ferimento. As reações ao soro, que não são incomuns , podem ser divididas em: reações anafiláticas, reações anafilactóides e doença do soro.
domingo, 29 de agosto de 2010
Agressividade Canina

A agressividade nos cães é algo natural, normal, fisiológico, faz parte do seu comportamento, sendo necessário para a sobrevivência desta espécie, comportamento herdado de seus ancestrais e conservado até hoje. A agressividade canina pode ser classificada em territorial, possessiva (comida), dominância, medo, lúdica, maternal, predatória, aprendida e até mesmo genética. É importante salientar que entre os cães os sinais corporais são utilizados para evitar os conflitos físicos. Eles sabem que este tipo de situação é prejudicial para ambos os lados, agressor e agredido.
Quando ocorrem eventos de agressão de cães contra pessoas, na maioria das vezes o que ocorre é uma falta ou deficiência de interpretação, por parte dos seres humanos, dos sinais emitidos pelo cão, o que muitas vezes culmina na agressão. Na realidade, normalmente o cão pode ter mais de um conteúdo como causa da agressividade. Uma completa avaliação do caso com conseqüente determinação dos fatores, é o que vai promover o adequado tratamento do paciente. O mais importante é estar ciente que um cão agressivo representa um sério risco a vida das pessoas ou outros animais da casa.
Casos de agressão de cães contra pessoas esse problema passou a ser um dos principais motivos de abandono de cães nas ruas deste país.
Como sinais corporais de agressividade, podemos citar:
Rosnados; Latidos; Avançar; Pelos eriçados no dorso; Orelhas em pé e voltadas para frente, seguido de mudança para voltadas para trás; Mordedura do ar; Exposição dos dentes por levantamento vertical dos lábios superiores.
Estas manifestações físicas poderão se modificar de acordo com a situação que deflagrou a agressão, assim como pelo tipo de agressão manifestada pelo cão.
É muito importante, ao pensar em adquirir um cão, conversar com um médico veterinário sobre características físicas e comportamentais das diferentes raças, para que assim seja possível escolher a raça mais adequada ao estilo de vida de cada um, evitando surpresas desagradáveis, assim como ser orientado por este profissional de quais condutas devemos ter para evitar o aparecimento de tal comportamento.
Lembre-se que os melhores remédios para a agressividade canina são:
• Conhecer o comportamento natural dos cães;
• Conhecer as características específicas da raça que se deseja ter;
• Assumir rotinas que previnam as situações que possam deflagrar a agressividade.
Na existência de um caso de agressividade canina, chame o médico veterinário, ele saberá como conduzir o caso.
Não abandone o seu cão, ele precisa de você e você também é corresponsável pela situação.
(Marcus Fróes - Médico Veterinário - CRMV-BA 1917)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Prolapso Retal
Prolapso retal caracteriza-se pela invaginação visível da mucosa do reto pelo ânus. Sendo uma afecção que provavelmente ocorra em todas as espécies (JONES et al., 2000). No caso de pequenos animais ocorre freqüentemente com cães e gatos jovens (BIRCHARD & SHERDING, 2008). A causa mais comum é dificuldade de defecação, associada à proctite ou colite grave secundária à infecção parasitária, podendo ainda ter outras causas predisponentes como doenças anorretais que causam disquezia, doenças do trato urinário inferior e doenças prostáticas que provocam estrangúria, etc. O diagnóstico é feito visualmente e pela introdução de um termômetro ou instrumento cego no espaço entre o tecido prolapsado e o esfíncter anal para palpar o fundo do saco, se houver resistência é prolapso retal, se não houver é uma intussuscepção de íleo ou cólon. O tratamento consiste em identificar e promover a resolução da afecção primária e a redução do tecido prolapsado (BIRCHARD & SHERDING, 2008).
Tumores Palpebrais
Os tumores palpebrais são desordens relativamentes frequentes em oftalmologia veterinária. Aparecem como massas de forma e coloração variadas conforme sua classificação histológica. Algumas vezes vemos o neoplasma na face interna das pálpebras acarretando desconforto e algumas vezes ulcerando à superfície da córnea . Os tumores palpebrais tendem a ser extremamente invasivos localmente mas parecem ser de baixa malignidade referentes a produção de metástases em outros sítios do organismo . Sempre que possível deve-se proceder à biopsia da massa em questão para evitar-se dissabores futuros. A biopsia pode ser efetuada concomitante com a extirpação cirúrgica e deve contar com a compreensão e aquiescência do proprietário. Em relação ao tamanho e complexidade da massa envolvida podemos dizer que tumores com tamanho ou inserção até 1/3 do comprimento do bordo palpebral podem ser retirados pôr cirurgia tradicional uma vez que técnicas modernas de exérese em "V" ou "V para Y" fazem com que não se notem seqüelas cirúrgicas relativas não só à estética coma ao bom funcionamento das pálpebras no sentido de distribuição do filme lacrimal , proteção mecânica e eficiente bombeamento das lágrimas para o aparelho de drenagem nasolacrimal entre outras .
Caso os tumores possuam cito ou histológicamente características de malignidade deve-se associar as cirurgias a outras técnicas de erradicação ou controle da neoplasia. Disponível pôr hora para nós essas técnicas se resume a crioterapia e a quimioterapia.
sábado, 3 de abril de 2010
Tumores no colo do útero canino
Tumores no colo do útero, ou cérvix, podem ser benignos ou malignos. Os tumores benignos não são câncer, não invadem os tecidos ao redor e geralmente não apresentam ameaça à vida. Já os tumores malignos:
* Podem invadir tecidos e órgãos ao redor.
* Podem se espalhar para outras partes do corpo.
* Podem ser ameaça à vida.
O câncer de colo de útero, ou cervical, começa na superfície do cérvix, o qual é a porção inferior e estreita do útero. Com o tempo, o câncer cervical pode invadir mais profundamente o colo do útero e tecidos próximos. As células cancerosas podem entrar em vasos sanguíneos ou linfáticos, os quais se ramificam para todos os tecidos do corpo. As células cancerosas podem se ligar a outros tecidos e desenvolver novos tumores que podem danificar outras partes do corpo. Quando o câncer se espalha isso é chamado metástase.
terça-feira, 9 de março de 2010
Hepatite contagiosa canina
É enfermidade infecto-contagiosa própria dos cães , sendo exemplo típico de uma enfermidade bem característica que permaneceu durante muito tempo ignorada, e sendo confundida devido seus sintomas com outra também, como ela, causada por um vírus. Somente em 1947 foi descrita pela primeira vez como entidade própria, sendo até aquela época confundida com a Cinomose, que também acomete cães.
Revisões de preparações histológicas anteriores, procedidas por Pallaske, demonstrou que a enfermidade já existia desde muito tempo, porém não conhecida como entidade nosológico distinta de outras viroses. É essa virose denominada resumidamente como HCC, caracterizando-se por uma hepatite e perihepatite fibrinosa, edema da vesícula biliar e em alguns casos por diásteses hemorrágicas. Causa o vírus inclusões patognomônicas pela presença de corpúsculos de inclusão nos núcleos das células hepáticas. Esta também a doença presente em raposas, e nestas determinam encefalites, ou seja, um quadro clínico completamente distinto daquele que se verifica em cães, constituindo-se estes sintomas mera exceção quando ocorrem em cães.
SINTOMAS - Sem nenhuma dúvida o quadro clínico é muito parecido com aquele que apresentam os cães quando acometidos por Cinomose, sendo mera diferença apenas a gradação dos sintomas e lesões entre uma e outra doença. Pode se apresentar de três formas clínicas distintas:
QUADRO SUPERAGUDO - Neste, em geral não é a doença diagnosticada senão após a morte do animal, devido sua evolução ultra rápida, sendo os animais encontrados mortos pela manhã após ligeiros sinais de doença na noite anterior. Nestes casos, quase sempre, suspeitam os proprietários dos animais de seu envenenamento.
QUADRO AGUDO - Os animais mostram apatia, estupor e inapetência, e as vezes também sede intensa. A curva febril exibe dois e no máximo três picos, porém nenhum deles atingindo o máximo de seu pico anterior. Há de certo modo, semelhança com a curva térmica denominada bicúspide que se verifica também na Cinomose. Verificam-se também conjuntivites e hiperemia epiescleral, distinguindo porém daquela relevantemente purulenta e tão resistente a todo tratamento que ocorre na Cinomose.
Ao fim de alguns dias instala-se na córnea, uma opacidade dessa mucosa, comumentemente unilateral, o qual coincide com novo acesso febril. Esse turvamento da córnea é paulatino, e raras vezes perdurando até 3 semanas, e resistente a todo e qualquer tratamento específico. Nos órgãos respiratórios são notados distintos graus de amigdalite, faltando nestes aquele quadro pneumônico da Cinomose. O interior da garganta (fauces), encontra-se vermelho e inflamado, apresentando os animais doentes dificuldades para engolir , o que motiva vômitos por ação reflexa. Especialmente dolorosa é a palpação da região do apêndice xifoide em animais doentes por HCC, reagindo a essa exploração violentamente esses animais acometidos pela doença. Raramente existe icterícia.
Digno de se Ter em conta, pela eficácia em todos os casos, é o exame de sangue. De início são comprovados como em todas as viroses: leucopenia, que ao baixar a febre é convertida em leucocitose. Por isso a investigação morfológica do sangue carece de importância . Só na fase inicial da HCC se apresenta a leucopenia (diminuição relativa dos glóbulos da linhagem branca - leucócitos), o que é diferente do quadro quando se trata de Cinomose, sendo nesta desde seu início presente a Leucocitose (aumento relativo dos glóbulos da linhagem branca - leucócitos). No entretanto, tendo duração mais longa, também na HCC a leucocitose é presente. O mecanismo de coagulação do sangue, nos animais acometidos por HCC, é encontrado completamente alterado, com aumento do tempo de sangria, o que não acontece com a Cinomose. A velocidade de sedimentação do sangue também encontra-se aumentada. Em geral, existe a suspeita de HCC quando enfermam animais com menos de 8 semanas e quando os sintomas aparecem repentinamente, e muitas vezes violentamente. Estão presentes febre, amigdalite, enfarto dos gânglios linfáticos cefálicos, incluídas amígdalas, conjuntivite serosa e não purulenta (com rinites) além de albuminúria inconstante. É desfavorável o prognóstico quando presentes icterícia e temperatura subnormal (hipotermia). O turvamento da córnea, é na maioria dos casos de curso leve . Especial importância tem o aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia), além de externarem dor os animais nessa palpação, apresentando também o baço aumento de tamanho (esplenomegalia).
PREVENÇÃO - Existem no mercado de produtos veterinários, várias vacinas com indicação preventiva contra HCC, sendo particularmente eficientes aquelas fabricadas pela Bayer alemã, como a chamada Candur S-H-L (tríplice: Cinomose, Hepatite e Leptospirose), que infelizmente dificilmente encontrada no mercado. A título informativo, os animais que conseguem sobrepujar a doença, vindo a se curarem, ficam portadores do vírus e o eliminando durante vários meses, podendo funcionarem como disseminadores para outros animais não devidamente imunizados.
Dr. Carmello Liberato Thadei
Médico veterinário - crmv-sp-0442
Hemangiossarcoma
Hemangiossarcoma é muito agressivo, geralmente é um sarcoma dos tecidos moles com as áreas afetadas sendo mais comum como baço e coração. Um cancêr altamente maligno que ataca os vasos sanguíneos, que pode espalhar-se rapidamente, causando tumores em quase qualquer lugar no corpo. Hemangiossarcoma é silencioso, enquanto tenta construir a rede de sanguinea, fazendo bolhas de sangue, como as formações que perturba a função normal do órgão. É geralmente no estágio avançado antes de detecção, tornando-se praticamente um assassino silencioso.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
TVT - Tumor Venéreo Transmissivel
O Tumor Venéreo Transmissível (TVT) é um tumor proliferativo que dissemina-se geralmente por contato sexual e através do transplante direto de células neoplásicas (contato com superfícies contaminadas). Com o desenvolvimento do TVT, observa-se tecido nodular, hemorrágico e friável, pouco demarcado, sendo que freqüentemente a lesão pode apresentar ulcerações. Essa neoplasia pode ser solitária ou múltipla, podendo apresentar aspecto de couve-flor ou de placas. Pequenos fragmentos do tumor apresentam pontos necróticos ou traumatizados, com coloração acinzentada (BIRCHARD e SHERDING, 1998). Os sinais clínicos mais freqüentes são: presença de secreção sanguinolenta vaginal ou peniana, hematúria, prurido, lambedura freqüente, mudança de comportamento, tornando-se muitas vezes agressivos ou apáticos, letárgicos e anoréticos. Em casos mais avançados, com progressão perineal do tumor, pode-se observar retenção urinária (BATAMUZI e KRISTENSEN, 1996). O histórico descrito pelo proprietário, como presença de secreção sanguinolenta vaginal ou peniana, e o aspecto macroscópico da lesão, placas friáveis com aspecto de couve-flor, são sugestivos de TVT, devendo-se diferenciar de neoplasias como mastocitoma, histiocitoma, linfoma e lesões granulomatosas não neoplásicas (FLORES et al., 1993).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Corpos Estranhos

Obstruções gastrintestinais por corpos estranhos são bastante freqüentes em animais da espécie canina devido ao seu comportamento alimentar. Em alguns casos, os objetos ingeridos detêm a passagem dos alimentos ou ficam presos, provocando transtornos graves (síndrome oclusiva). Corpos estranhos lineares (e.g. fios, barbantes, plásticos, faixas de pano) prendem-se proximamente ao piloro, enquanto o restante passa para o intestino através do peristaltismo.
Os corpos estranhos no estômago e intestino podem provocar vários sintomas clínicos, sendo o vômito persistente o mais comum.
No exame clínico os animais podem apresentar dor, dilatação abdominal e uma massa palpável pode ser sentida. O diagnóstico pode ser feito através de um exame clínico se o corpo estranho é palpável, mas geralmente é preciso fazer o exame radiológico. A ultra-sonografia e a endoscopia também são elucidativas em alguns casos.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Cinomose
Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos. Causada por um vírus, sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns. Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.
Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado. Essa transmissão é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado até um animal sadio por ele.
O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites (pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.
Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias. Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal. Depois disso pode ser que apareçam os sinais e sintomas típicos da cinomose.
Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.
O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.
Normalmente os primeiros sintomas da 2º fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar. Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia. Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos, tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal. Em uns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono, ou em outros, ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda; por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior ('descadeirado'). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).
É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão sua sobrevivência ou não. Digo quase exclusivamente, porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua "guerra" com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza, aconselhar a alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.
Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se a morte vai ser rápida ou lenta.
A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.
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